Durante
um tempo eu cheguei a pensa que ser inteligente era possuir aquela cara de
seriedade e só conversar sobre os assuntos mais metafísicos, econômicos,
políticos, literários e atuais. O fato é que percebi que não precisava ser mais uma
dessas figuras sarcástica e irônicas, mesmo ainda tendo um pouco de ironia
desses tempos.
A
inteligência, considero-a como a capacidade de saber achar e viver o
equilíbrio, assim o gênio pode achar várias formulas matemática de complexidade
extrema, descobrir curas e coisas, resolver problemas nunca solucionados,
escrever boas críticas políticas e literárias, ler uma extensa bibliografia,
debater vários assuntos e guardar na memória todos os fatos históricos que lhe
convir.
O
inteligente, porém, sabe calar, sabe falar, sabe demonstrar sua inteligência e
sabe, muito bem, fingir ignorância quando necessário e, o mais importante de
tudo, sabe sorrir, o riso verdadeiro que venha de um humor fácil ou difícil, e
sabe não achar graça nem uma do humor que discrimina, humilha e desvaloriza o
outro.
O
ignorante não sabe nada disso, e se o sabe, não descobriu ainda que sabe.
Desconhece a ciência mais importante de todas, a de saber viver.
Lógico
que tudo isso, como diria Einstein, é
relativo, mas independente de qualquer coisa, inteligência é ser feliz, sabendo
muito, pouco ou nada. Se você aí, que já encontrou mil erros nesse texto, ou
que já estar preparando mil contestações e respostas, fizer um balanço na sua
vida e descobrir que não tem um amigo, ou que não pode ser você com seus
amigos, que não acha graça em nada e não consegue se libertar, nem por um
momento dos seus próprios achismo, está mais do que na hora de reconsiderar seu
conceito de “inteligência”.
Quanto
a mim, vou sendo feliz, e é isso que importa.
Talles Azigon é Poeta,Contador de Histórias e Produtor Cultural, um dos poetas e produtores do Templo da Poesia e produtor cultura do Centro Cultural Banco do Nordeste, também pesquisa e insere a poesia nas suas contações de histórias.
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Tales Azigon,
ResponderExcluirSerá que as asas da poesia suportará tanta poesia? E outra, como consegues ser feliz diante de tanta miséria humana, digo miséria de todo tipo e espécie. Não me entenda mal, meu caro, mas devo adiantar-lhe que nada é relativo nem mesmo o próprio relativismo do homem que se sente moderno.
Ternura sempre e com apreço.
achei lindo e bato palmas pra tu!
ResponderExcluir"O filósofo alemão Theodor Adorno (1903 – 1969) perguntou, em 1949, se era possível escrever poesia depois de Auschwitz."
ResponderExcluirAdorno, proferiu seu terrível discurso e no entanto ainda existem poetas diante do horror. Para responder isso cito outro filósofo alemão.
"Temos a arte para não morrer da verdade."
Friedrich Nietzsche
Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado.
ResponderExcluirVocê não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo.
É na mudança que as coisas acham repouso.
Heráclito
Oi Talles,
ResponderExcluirDelícia de texto e delícia ver vc por aqui! Por favor, não suma mais!!!
Beijos 1000 e uma 3ª-feira maravilhosa para vc.
www.gosto-disto.com