(Imagem do blog http://inteligenciaoff.blogspot.com/)........................)
Posso
até ser besta para rir, mas não tenho rido de tanta besteira que ando vendo por
aí. No meio de tantos bons artistas da arte dionisíaca existem uns intrusos,
travestidos de preconceitos ou de cara limpa de sensatez.
É
desse humor aí, curtido e compartilhado por tanta ignorância, patrocinado muitas
vezes pelo dinheiro público, o nosso dinheiro, que ocupam bares, restaurantes e
teatros para tirar sarro da nossa cara, pela simples incapacidade de elaboração
de algo melhor, ou mesmo pela falta de time e de talento para essa arte, de que
estou farto.
Não
sou sem graça, e até seria, se graça fosse usar as diferenças para denegrir,
humilhar, rebaixar, desvalorizar, a etnia, o credo, a orientação ou opção
sexual, o ofício, a origem, a diversidade presente no outro.
Repito:
estou farto disso e peço até desculpas pelas vezes que fui um dos babacas a rir
deles ou com eles, se o fiz, era também minha pura ignorância.
Contudo,
o que eu peço é que, diante de uma dessas “piadas”, por favor, pode até rir, às
vezes não conseguimos nos controlar, porém, elimine na mesma hora, nada de
replicar, compartilhar, reproduzir, curtir, dê pause, mude o canal, sai da
frente da televisão na hora, já produzimos desgraças suficiente nesse nosso
planeta.
Talles Azigon é Poeta,Contador de Histórias e Produtor Cultural, um dos poetas e produtores do Templo da Poesia e produtor cultura do Centro Cultural Banco do Nordeste, também pesquisa e insere a poesia nas suas contações de histórias.
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