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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Qual é a graça? Ou o humor que não me faz rir


(Imagem do blog http://inteligenciaoff.blogspot.com/)........................)    

Posso até ser besta para rir, mas não tenho rido de tanta besteira que ando vendo por aí. No meio de tantos bons artistas da arte dionisíaca existem uns intrusos, travestidos de preconceitos ou de cara limpa de sensatez.
É desse humor aí, curtido e compartilhado por tanta ignorância, patrocinado muitas vezes pelo dinheiro público, o nosso dinheiro, que ocupam bares, restaurantes e teatros para tirar sarro da nossa cara, pela simples incapacidade de elaboração de algo melhor, ou mesmo pela falta de time e de talento para essa arte, de que estou farto.
Não sou sem graça, e até seria, se graça fosse usar as diferenças para denegrir, humilhar, rebaixar, desvalorizar, a etnia, o credo, a orientação ou opção sexual, o ofício, a origem, a diversidade presente no outro.
Repito: estou farto disso e peço até desculpas pelas vezes que fui um dos babacas a rir deles ou com eles, se o fiz, era também minha pura ignorância.
Contudo, o que eu peço é que, diante de uma dessas “piadas”, por favor, pode até rir, às vezes não conseguimos nos controlar, porém, elimine na mesma hora, nada de replicar, compartilhar, reproduzir, curtir, dê pause, mude o canal, sai da frente da televisão na hora, já produzimos desgraças suficiente nesse nosso planeta. 

Sobre o Autor:
Talles Azigon
Talles Azigon é Poeta,Contador de Histórias e Produtor Cultural, um dos poetas e produtores do Templo da Poesia e produtor cultura do Centro Cultural Banco do Nordeste, também pesquisa e insere a poesia nas suas contações de histórias.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Eu não como ! ou sobre os ultimos acontecimentos

    Imagem encontrada no site http://www.geledes.org.br


Serviram-me um prato bem cheio e quente de medo, e foram eles, "os leiteiros do mal", "os padeiros do mal", que barbarizam todos os dias , através daquela caixa preta e luminosa, as almas de minha gente.
Eu disse NÂO! Mesmo contrariando as recomendações dos que me amam eu sai de casa. 
Os rostos estampado de medo, foi isso que eu vi. Homens de olhares vazios segurando escopetas e vestidos para a guerra foi isso que eu vi. As ruas abandonadas de amor, foi isso que eu vi. Até quase vacilei diante de tanto fascismo e por uns instantes eu quis inquietar-me.
A Poesia não me permite ceder a essa armadilha de poder.
   
"Onde houver medo
Não há verdade.
Onde não houver verdade
Não há liberdade
Onde não houver liberdade
Há luta.
Onde houver luta
Há medo." *

Dizia a poesia do outro lado da linha.
Repito: Eu não vou ceder a essas armadilhas do poder!
Eu até sei que depois de amanhã, amanhã talvez, o espetáculo se encerra para dá início a um novo espetáculo.
Eu até sei que depois desse, eleito por policiais, bombeiros, professores e a maiorias de nos, colocarão um outro equivalente.
E enquanto não aprendermos a poesia do amor, o que eu vou continuar vendo é milhões de pessoas se rendendo as armadilhas do poder.


*Poema de Reginaldo Figueiredo em um telefonema que me fez





Sobre o Autor:
Talles Azigon
Talles Azigon é Poeta,Contador de Histórias e Produtor Cultural, um dos poetas e produtores do Templo da Poesia e produtor cultura do Centro Cultural Banco do Nordeste, também pesquisa e insere a poesia nas suas contações de histórias.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A inteligência rara


Durante um tempo eu cheguei a pensa que ser inteligente era possuir aquela cara de seriedade e só conversar sobre os assuntos mais metafísicos, econômicos, políticos, literários e atuais. O fato é que percebi que não precisava ser mais uma dessas figuras sarcástica e irônicas, mesmo ainda tendo um pouco de ironia desses tempos.
A inteligência, considero-a como a capacidade de saber achar e viver o equilíbrio, assim o gênio pode achar várias formulas matemática de complexidade extrema, descobrir curas e coisas, resolver problemas nunca solucionados, escrever boas críticas políticas e literárias, ler uma extensa bibliografia, debater vários assuntos e guardar na memória todos os fatos históricos que lhe convir.
O inteligente, porém, sabe calar, sabe falar, sabe demonstrar sua inteligência e sabe, muito bem, fingir ignorância quando necessário e, o mais importante de tudo, sabe sorrir, o riso verdadeiro que venha de um humor fácil ou difícil, e sabe não achar graça nem uma do humor que discrimina, humilha e desvaloriza o outro.
O ignorante não sabe nada disso, e se o sabe, não descobriu ainda que sabe. Desconhece a ciência mais importante de todas, a de saber viver.
Lógico que tudo isso, como diria Einstein,  é relativo, mas independente de qualquer coisa, inteligência é ser feliz, sabendo muito, pouco ou nada. Se você aí, que já encontrou mil erros nesse texto, ou que já estar preparando mil contestações e respostas, fizer um balanço na sua vida e descobrir que não tem um amigo, ou que não pode ser você com seus amigos, que não acha graça em nada e não consegue se libertar, nem por um momento dos seus próprios achismo, está mais do que na hora de reconsiderar seu conceito de “inteligência”.
Quanto a mim, vou sendo feliz, e é isso que importa. 

Sobre o Autor:
Talles Azigon
Talles Azigon é Poeta,Contador de Histórias e Produtor Cultural, um dos poetas e produtores do Templo da Poesia e produtor cultura do Centro Cultural Banco do Nordeste, também pesquisa e insere a poesia nas suas contações de histórias.