domingo, 1 de janeiro de 2012

A inteligência rara


Durante um tempo eu cheguei a pensa que ser inteligente era possuir aquela cara de seriedade e só conversar sobre os assuntos mais metafísicos, econômicos, políticos, literários e atuais. O fato é que percebi que não precisava ser mais uma dessas figuras sarcástica e irônicas, mesmo ainda tendo um pouco de ironia desses tempos.
A inteligência, considero-a como a capacidade de saber achar e viver o equilíbrio, assim o gênio pode achar várias formulas matemática de complexidade extrema, descobrir curas e coisas, resolver problemas nunca solucionados, escrever boas críticas políticas e literárias, ler uma extensa bibliografia, debater vários assuntos e guardar na memória todos os fatos históricos que lhe convir.
O inteligente, porém, sabe calar, sabe falar, sabe demonstrar sua inteligência e sabe, muito bem, fingir ignorância quando necessário e, o mais importante de tudo, sabe sorrir, o riso verdadeiro que venha de um humor fácil ou difícil, e sabe não achar graça nem uma do humor que discrimina, humilha e desvaloriza o outro.
O ignorante não sabe nada disso, e se o sabe, não descobriu ainda que sabe. Desconhece a ciência mais importante de todas, a de saber viver.
Lógico que tudo isso, como diria Einstein,  é relativo, mas independente de qualquer coisa, inteligência é ser feliz, sabendo muito, pouco ou nada. Se você aí, que já encontrou mil erros nesse texto, ou que já estar preparando mil contestações e respostas, fizer um balanço na sua vida e descobrir que não tem um amigo, ou que não pode ser você com seus amigos, que não acha graça em nada e não consegue se libertar, nem por um momento dos seus próprios achismo, está mais do que na hora de reconsiderar seu conceito de “inteligência”.
Quanto a mim, vou sendo feliz, e é isso que importa. 

Sobre o Autor:
Talles Azigon
Talles Azigon é Poeta,Contador de Histórias e Produtor Cultural, um dos poetas e produtores do Templo da Poesia e produtor cultura do Centro Cultural Banco do Nordeste, também pesquisa e insere a poesia nas suas contações de histórias.

5 comentários:

  1. Tales Azigon,

    Será que as asas da poesia suportará tanta poesia? E outra, como consegues ser feliz diante de tanta miséria humana, digo miséria de todo tipo e espécie. Não me entenda mal, meu caro, mas devo adiantar-lhe que nada é relativo nem mesmo o próprio relativismo do homem que se sente moderno.

    Ternura sempre e com apreço.

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  2. achei lindo e bato palmas pra tu!

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  3. "O filósofo alemão Theodor Adorno (1903 – 1969) perguntou, em 1949, se era possível escrever poesia depois de Auschwitz."

    Adorno, proferiu seu terrível discurso e no entanto ainda existem poetas diante do horror. Para responder isso cito outro filósofo alemão.

    "Temos a arte para não morrer da verdade."
    Friedrich Nietzsche

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  4. Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado.
    Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo.
    É na mudança que as coisas acham repouso.
    Heráclito

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  5. Oi Talles,
    Delícia de texto e delícia ver vc por aqui! Por favor, não suma mais!!!
    Beijos 1000 e uma 3ª-feira maravilhosa para vc.

    www.gosto-disto.com

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Decifra-me e devoro-te